A Múmia 4 marca o reencontro de Brendan Fraser e Rachel Weisz mais de duas décadas após o sucesso da franquia iniciada em 1999. Em entrevista à Entertainment Weekly, publicada nesta segunda-feira (02/03), os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett explicaram como viabilizaram o retorno do casal protagonista.
🎬 Assista ao trailer do primeiro filme da franquia:
O projeto, comandado pela dupla conhecida como Radio Silence, começou a ganhar forma ainda durante as filmagens de Abigail (2024). Segundo os cineastas, a ideia parecia improvável no início, mas acabou avançando após uma reunião estratégica com o roteirista Dave Coggeshall.
“É realmente um projeto dos sonhos”, afirmou Gillett sobre o novo capítulo.
Como o projeto saiu do papel
De acordo com os diretores, o produtor William Sherak foi peça-chave para que a Universal retomasse a franquia. Enquanto a equipe finalizava outro longa, a proposta para um novo A Múmia começou a ser estruturada.
Gillett revelou que o time aprendeu a manter cautela em negociações desse porte. “Nada é real até se tornar muito real”, comentou, destacando que grandes projetos em Hollywood podem mudar rapidamente de rumo.
O roteiro, segundo Bettinelli-Olpin, foi determinante para convencer Fraser e Weisz a voltarem aos papéis de Rick O’Connell e Evelyn Carnahan.
“Não acredito que eles estariam envolvidos se não tivessem amado o texto”, explicou.
E o terceiro filme, entra na conta?
Questionados sobre se consideram A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (2008) parte oficial da nova linha narrativa, os diretores foram diretos. Bettinelli-Olpin respondeu: “Rachel está neste”.
“Isso deve responder à pergunta”, completou Gillett.
No terceiro longa da franquia, Weisz não participou da produção e foi substituída por Maria Bello. A declaração sugere que o novo capítulo prioriza os dois primeiros filmes como base criativa.
O impacto cultural e os memes
Além do sucesso comercial, a franquia ganhou status de fenômeno cultural entre os millennials. Nos últimos anos, memes nas redes sociais passaram a classificar A Múmia como um “despertar bissexual” para parte do público.
Gillett contou que até ouviu o comentário de uma enfermeira antes de uma cirurgia recente. “Ela disse que o filme foi um despertar para ela”, relembrou. Para o diretor, esse tipo de relato reforça a importância da obra na formação afetiva de uma geração.
“Quando um entretenimento influencia a forma como alguém vê o mundo, isso é extraordinário”, afirmou.
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