Steve Touissant perdeu a paciência e rebateu as críticas ao seu personagem em A Casa do Dragão, destruindo com os argumentos furados dos racistas.

    Desde que o ator foi anunciado como quem interpretaria o Lord Velaryon, surgiram comentários na internet reclamando que teriam escalado um ator negro para o papel de um personagem branco nos livros.

    Entre os comentários, pessoas afirmam que ‘não faz sentido’ um homem negro em uma posição de realeza como esta e que isso não aconteceria no mundo real. O que passa despercebido destas pessoas, aparentemente, é que a série se passa em um universo de fantasia, e que nada daquilo existe a não ser no mundo da imaginação.

    Steve Toussaint como Lord Corlys Velaryon em A Casa do Dragão (Reprodução / HBO)
    Steve Toussaint como Lord Corlys Velaryon em A Casa do Dragão (Reprodução / HBO)

    Steve concedeu uma entrevista ao Men’s Health e falou exatamente sobre isso, e como as pessoas racistas não conseguem ir além do ódio cego e ver que são completamente incoerentes. Dragões? OK. Zumbis de gelo? Sem problemas. Representatividade negra? ‘Não faz sentido’.

    “Eles estão felizes com um dragão voando. Eles estão felizes com cabelos brancos e olhos violetas, mas um cara preto rico? Aí é forçar demais”, falou, em tom irônico.

    “O que tem sido maravilhoso é que para cada pessoa tóxica que encontrou maneiras de aparecer na minha timeline, tem muitos outros que tem apoiado demais e dito coisas como: ‘Meu deus, mal posso esperar, isso será muito bom!’. Mesmo quando estávamos gravando algumas cenas, tinham artistas que vinham e diziam: ‘É ótimo ter esse tipo de representação’.”

    “Os tempos mudaram”, dizem criadores

    Se o argumento da ficção não for o suficiente, Ryan Condal e Miguel Sapochnik, os próprios criadores da série, já explicaram claramente porque eles escalaram um ator diferente dos livros.

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    Lord Corlys Velaryon (Steve Toussaint) e família em House of the Dragon (Reprodução/

    Em bate-papo com o Entertainment Weekly, Ryan disse que eles queriam trazer mais representatividade nas telas, em comparação com as obras que inspiraram o programa:

    “O mundo é bem diferente agora do que era há dez anos quando Game of Thrones começou. É diferente de vinte anos atrás quando Peter Jackson fez O Senhor dos Anéis. Esses tipos de histórias precisam ser mais inclusivas do que eram tradicionalmente. Era muito importante para Miguel e eu que criássemos uma série que não fosse só com pessoas brancas na tela, para falar bem francamente.”

    “O [George R. R.] Martin mesmo considerou a ideia de que os Velaryons eram uma raça de pessoas negras com os cabelos prateados que essencialmente vinham do outro lado do oceano e conquistavam Westeros”, revelou.

    A Casa do Dragão estreou na HBO e na HBO Max no dia 21 de agosto, e terá mais episódios semanalmente, aos domingos.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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