
O Porta dos Fundos causou polêmica ano passado ao insinuar em seu especial de natal que Jesus teria vivido uma experiência homossexual. Dada a polêmica do tema, uma instituição católica resolveu processar tanto a Netflix, quanto a produtora.
Porém, esta semana a juíza Adriana Sucena Monteiro, da 16ª Vara Cível, julgou improcedente o pedido de indenização da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. A instituição pedia no processo R$ 2 milhões de reais, o que equivalia a 0,02 centavos para cada brasileiro católico.
De acordo o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) o pedido não procede e a produção não deve ser retirada do ar. De acordo a decisão,
“Um esquete humorístico que utiliza figuras históricas e religiosas como pano de fundo não possui o condão de vilipendiar ou abalar os valores da fé cristã, que são muito mais profundos. Assim, mantendo-se as rés dentro do espectro da legalidade, entendo que também não merece amparo o pedido de indenização por dano moral.”
Porém, a juíza também não pediu que a instituição fosse responsabilidade por todos os encargos jurídicos do processo, embora isto ser pedido da parte derrotada costuma ser o comum.
Sobre o Especial

A produção lançada em 2019 foi nomeada A Primeira Tentação de Cristo. O especial aborda especialmente o Evangelho de Lucas 4,1-13, que narra o início do ministério de Jesus. Por isso em determinado momento os telespectadores podem ver o momento em que ele se recolhe em jejum de 40 dias no deserto.
Como o livro sagrado prega, no deserto Jesus é tentado por Satanás. Porém, na versão humorística do grupo, Jesus (Gregório Duvivier) decide passar esse tempo fora para se descobrir. Sendo assim, a abordagem religiosa é tomada pela paródia de um mochileiro que viaja para o exterior.
Neste espaço de tempo, o protagonista conhece um homem interpretado por Fabio Porchat. Deste modo, eles iniciam um relacionamento nada sacro.
À época do lançamento do especial, muitos críticos do Porta Fundos pediam que a produção fosse tirada do ar. Sendo assim, pelo Twitter Duvivier ironizou as críticas.
“Está de boa, não precisa se preocupar não. Agora pode voltar a se indignar com a desigualdade que destrói nosso país. Mas tem que se indignar com o mesmo fervor, está bem?”, respondeu o ator.
O grupo manteve durante anos defendendo a sua postura ao abordar temas religiosos. Uma das razões evocadas para que eles tenham o direito à esta forma de tratar o tema, é a liberdade de expressão e artística.
Deixe seu comentário
Adoraríamos saber sua opinião!
Descubra mais sobre Epipoca
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



