Cuca (Alessandra Negrini) em Cidade Invisível (Reprodução)
    Cuca (Alessandra Negrini) em Cidade Invisível (Reprodução)

    A Cuca tá pegando todo mundo na nova série brasileira da Netflix. No dia 5 de fevereiro estreou Cidade Invisível, uma série de investigação policial que mistura as lendas brasileiras em seu enredo e envolve o espectador com bastante suspense.

    Trata-se de uma criação de Carlos Saldanha, famoso por Rio e A Era do Gelo, e conta com sete episódios, onde criaturas mitológicas como Saci, Curupira, Iara e a Cuca são figuras importantes.

    E é justamente essa última que tem chamado mais atenção dentre todos. Interpretada por Alessandra Negrini, a Cuca, imortalizada no imaginário popular como a figura de um jacaré, não tem nada daquela conhecida em Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato.

    Ela vive na cidade, no meio dos humanos e tem um bar onde mora e leva uma vida misteriosa.

    Esse foi o motivo para deixar o público curioso e intrigado. Por que a Cuca de Cidade Invisível é humana, usa roupas longas, escuras e tererês no cabelo ao invés de ser um jacaré de cabelos loiros que habita uma caverna?

    O criador da série respondeu a essa pergunta em entrevista ao IGN Brasil. Ele explicou que queria se desvencilhar do mito infantil já conhecido da Cuca e dar a ela um ar mais adulto.

    “Queria trazer uma série policial, dramática, adulta, mas de igual pra igual com qualquer uma dessas de fora, e com um diferencial: é Brasil. É folclore brasileiro”, explicou.

    Além disso, a verdadeira origem da Cuca não está ligada a um jacaré. A lenda original diz que ela é uma criatura velha e desgrenhada que aparece durante a noite nas casas para levar crianças desobedientes.

    Daí se explica a origem da canção de ninar ‘nana, neném, que a Cuca vem pegar’, que, na série, a personagem canta quando deseja hipnotizar e entrar na mente de alguém.

    Uma descrição feita por Luís da Câmara Cascudo, antropólogo brasileiro, autor de livros sobre o folclore brasileiro, a descreve da seguinte maneira:

     “Para muitos, a ‘Coca’ ou ‘Cuca’ é apenas uma ameaça de perigo informe. A maioria, porém, identifica-a como uma velha, enrugada, de cabelos brancos, magríssima, corcunda e sempre ávida pelas crianças que não querem dormir cedo e fazem barulho. É um fantasma noturno. Conduz a criança num saco, e a leva nos braços. Some imediatamente depois de fazer a presa”.

    Mesmo não sendo uma velha – e ela está longe disso – a Cuca de Alessandra Negrini é bastante assustadora e deve ter ainda muita ‘criança desobediente’ para pegar se a série for renovada para a segunda temporada.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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