O anime Devil May Cry chegou à Netflix. A história segue Dante, um caçador de demônios que descobre mais sobre seu passado por causa de um vilão misterioso que quer abrir os portões do inferno.

    A série é uma das melhores adaptações de jogos para anime já lançadas pela Netflix. Devil May Cry tem uma qualidade de animação incrível, sem deixar a desejar em nenhum momento — nem mesmo nas cenas de ação, que exigem mais dos animadores.

    Essas cenas são acompanhadas por músicas famosas do rock dos anos 2000, o que combina muito bem não só com o clima do anime, mas também com o protagonista. Dante mantém seu estilo despreocupado e piadista, enquanto Lady continua com sua personalidade séria.

    Mary em Devil May Cry (Reprodução / Netflix)
    Mary em Devil May Cry (Reprodução / Netflix)

    O anime também traz algumas referências a outros jogos da Capcom, como Mega Man, Resident Evil e Street Fighter. Na internet, foi fácil encontrar discussões sobre o chamado “Capcomverse”.

    A história não foge muito do que já é apresentado nos jogos. Sparda continua sendo o guerreiro poderoso que separou o mundo dos demônios do mundo dos humanos. Já o Coelho Branco, um personagem novo, deseja unir os dois mundos novamente.

    Um ponto interessante é a humanização dos demônios, mostrando que nem todos que vivem no Makai são maus. Compará-los a refugiados trouxe a história para mais perto da realidade. O episódio 5 foi um dos mais dolorosos, destacando o preconceito e a crueldade humana contra quem é visto como diferente.

    Por sua vez, o episódio 6 é o que mais chama atenção. Quase sem palavras e usando um estilo mais cartunesco, o episódio conta a história de origem de Lady e do Coelho Branco, mostrando como os dois se conectam. O episódio foi intenso, prendeu minha atenção e pareceu passar mais rápido que qualquer outro.

    Coelho Branco em Devil May Cry (Reprodução / Netflix)
    Coelho Branco em Devil May Cry (Reprodução / Netflix)

    Apesar de o Coelho Branco ser o principal vilão, quem realmente desperta nojo e desprezo é o vice-presidente Baines. Ele é a encarnação perfeita dos fanáticos religiosos que veem inimigos em tudo e todos, sendo, sem dúvida, o personagem menos humano da história. American Idiot, do Green Day, trouxe muito significado ao arco do vice-presidente.

    Devil May Cry pega tudo o que já é estabelecido nos jogos e cria uma história nova. Isso pode desagradar alguns fãs da franquia, mas também pode atrair novos públicos e ajudar quem não conhece os jogos a acompanhar a história sem dificuldades.

    O anime vale a pena ser assistido pela qualidade da animação, trilha sonora marcante e por trazer uma história original usando elementos já conhecidos. Devil May Cry é um prato cheio tanto para os fãs de longa data quanto para quem está começando agora. A expectativa é grande para que ganhe uma segunda temporada.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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