O filme Melanie: A Última Esperança está em alta entre as atrações da plataforma do N vermelhinho, e chama a atenção por sua abordagem única no subgênero de zumbis.

    Baseado no livro A menina que tinha dons do autor M. R. Carey, a produção conta a história de um mundo distópico onde a humanidade foi massacrada por uma doença fungal. Ela afeta as pessoas e as transforma em criaturas irracionais, famintas por carne.

    A única salvação do mundo é um grupo de crianças mistura  das criaturas e humanos, e que são a chave para a cura da doença. Esses jovens ficam em uma base militar no Reino Unido, onde o exército os protege e os sujeita a experiências científicas.

    A natureza diferente das crianças tem um efeito colateral: uma conexão metafísica, como uma mente de rebanho. Assim como insetos, elas conseguem se comunicar e se organizar apenas por telepatia.

    Quando os zumbis invadem a base, as crianças precisam de proteção a todo custo. A fim de preservar a integridade das crianças e continuá-las usando para encontrar a cura, elas são levadas pelos militares para um lugar seguro.

    Sennia Nanua como Melanie em Melanie: A Última Esperança (Reprodução)
    Sennia Nanua como Melanie em Melanie: A Última Esperança (Reprodução)

    Mas como funciona essa doença, e como pode fazer sentido que elas se comuniquem mentalmente? A biologia explica.

    O que é a praga de Melanie: A Última Esperança

    Colm McCarthy, diretor do filme, contou com a ajuda de um especialista em epidemiologia da Universidade da Pensilvânia chamado João Araújo. Com seu auxílio, o cineasta baseou a doença zumbi em uma condição real que afeta formigas.

    Chamada Ophiocordyceps Unilateralis, o vírus fungal se desenvolve nos insetos, atacando seu sistema nervoso e cérebro. Descoberto em 1859 e também chamado de ‘fungo zumbi’, a doença é encontrada predominantemente em florestas tropicais e ela força os infectados a agir fora do normal.

    Sennia Nanua como Melanie em Melanie: A Última Esperança (Reprodução)
    Sennia Nanua como Melanie em Melanie: A Última Esperança (Reprodução)

    “Uma vez dentro do hospedeiro, os fungos rapidamente tomam conta do sistema imunológico e se espalham por todo o corpo da formiga”, disse João, em entrevista. “Com duas semanas de infecção, a formiga sai de seu ninho e sobe em uma árvore para morrer mordendo uma folha ou galho”.

    Enquanto no filme os efeitos são diferentes, sabendo sua origem, a conexão mental entre as crianças faz um pouco mais de sentido, dentro do contexto das hospedeiras reais da doença. Assim como os personagens do filme, os insetos se comunicam sem som, usando uma combinação de toque, feromônios e linguagem corporal.

    Melanie: A Última Esperança está disponível na Netflix.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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