Smiley é uma comédia romântica espanhola que chegou à Netflix na quarta-feira (07) e conquistou muitos assinantes, chegando a ficar no top 10 das mais vistas no Brasil por alguns dias.
A série, que tem algumas cenas bem quentes, conta a história de Álex, Bruno e seus amigos, que lidam com frustrações, inseguranças e problemas afetivos e emocionais.
Eles se conhecem depois que Álex faz uma chamada para o número de Bruno por engano e começa a reclamar do ex-namorado. Depois de ouvir todas as lamentações de Álex, Bruno decide retornar a ligação e explicar que ele deve ter discado um número errado. Os dois acabam se interessando um pelo outro na conversa e marcam de se encontrar.
O encontro é meio desastroso e não sai tão bem quanto o esperado, mas eles não conseguem mais parar de pensar um no outro depois disso.

Mas afinal, Smiley é ou não baseada em fatos reais?
A resposta para essa pergunta é não! A trama não é baseada em nenhuma história real. Na verdade, ela nasceu de numa peça homônima, escrita por Guillem Clua, que também é o showrunner e roteirista da adaptação da Netflix.
Em entrevista ao site eCartelera, Clua explicou que a peça era muito diferente, estrelada apenas por Bruno e Álex. Por isso, ao transformar em uma série para a Netflix, ele viu a necessidade de criar outros personagens e outros núcleos.

Ele também fez questão de explicar que a atração não tem como público-alvo apenas a comunidade LGBTQ+. O objetivo foi escrever uma narrativa com personagens que pudessem atrair qualquer tipo de público.
Por isso, as histórias e dramas dos personagens funcionam para todas as pessoas, independentemente de gênero e orientação sexual. Na trama, os personagens não fazem distinção entre casais gays, casais lésbicos ou heterossexuais. Eles apenas vivem suas vidas, seus dramas, se relacionam e se conectam.
Um exemplo é o protagonista Bruno cujo melhor amigo é casado com uma mulher, tem três filhos, está vendo seu casamento desmoronar e precisa fazer algo para salvá-lo.

Guillem Clua espera que personagens LGBTQIA+ ocupem os mesmos espaços das atrações focadas em protagonistas héteros
“É verdade que isto mudou, que já se viram muito mais histórias no teatro e principalmente no cinema e na televisão.”
“Essa presença de histórias queer dentro do audiovisual está cada vez mais forte e novos gêneros estão cada vez mais invadindo, antes reservados apenas para histórias heterossexuais. Só precisamos entrar na história de super-heróis ou ficção científica, por exemplo, para que essa presença LGTBI seja vista como normal”, afirmou ele. A primeira temporada de Smiley possui 8 episódios e está completa na Netflix.
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