Sandman se tornou um dos maiores sucesso da Netflix, mas não escapou de críticas. E Neil Gaiman, o criador dos quadrinhos nos quais a série se baseia, não poupou palavras ao responder as reclamações de alguns espectadores sobre alguns personagens do programa.

    Quando uma adaptação de livro ou HQ é anunciada, alguns fãs não esperam nada menos do que fidelidade ao material original. E o mesmo vale para os que não conhecem a fundo uma obra.

    Algumas mudanças acabam acontecendo, seja para a história caber dentro do tempo execução, ou mudanças em alguns personagens para se adequar a algum contexto ou atrair um respectivo público.

    Com Sandman não foi diferente. Gaiman esteve envolvido na produção da primeira temporada da série, então as mudanças foram feitas em comparação às HQs com o aval dele.

    Mesmo assim personagens como Desejo e Morte sofreram críticas por não se parecerem com as versões dos quadrinhos, ou pelo público ter achado que foram criados apenas para “lacrar”.

    A reposta de Gaiman aos reclamões de plantão

    Kirby Howell Baptiste como a Morte em Sandman Reproducao
    Kirby Howell-Baptiste como a Morte em Sandman (Reprodução / Netflix)

    Neil Gaiman falou em uma entrevista para o Inverse sobre a recepção negativa de algumas pessoas sobre, por exemplo, a Morte ser interpretada por uma atriz negra.

    Ele afirmou que os Perpétuos não têm forma definida, e muitos deles são queers, e que os que reclamaram não conhecem a fundo os quadrinhos de Sandman. E ainda reforçou o sucesso da série.

    “Tem pessoas gritando conosco por termos inventado todos esses personagens gays que não estavam nos quadrinhos, e então nós questionávamos: ‘Você leu os quadrinhos?’. E eles respondiam; ‘Não’. E nós falávamos: ‘Eles eram gays nos quadrinhos’. E eles diziam: ‘Você quer lacrar e ninguém vai assistir a essa série horrível’. E então fomos o número 1 do mundo por quatro semanas. E eles diziam: ‘É tudo bots! Nós te odiamos. Você quer lacrar’.

    Tolice estranha

    Desejo (Mason Alexander Park) e Morpheus (Tom Sturridge) em Sandman (Reprodução / Netflix)
    Desejo (Mason Alexander Park) e Morpheus (Tom Sturridge) em Sandman (Reprodução / Netflix)

    Gaiman foi mais fundo em sua resposta, chamando de tola a atitude dessas pessoas, e pontuando algumas características comuns entre esses críticos.

    “É uma tolice estranha. Esses queixosos não gostam de gays, não gostam de negros e não gostam de mulheres. E se você olhar para os perfis deles, eles não gostam de vacinas, não gostam de democratas e não gostam de votar”.

    Apesar das críticas, Sandman conseguiu bater recordes de visualizações até mesmo de Stranger Things. Nas redes sociais houve constantes campanhas para a série ser renovada. No início deste mês a Netflix anunciou que fará uma segunda temporada.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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