O plano original para a série Stranger Things era muito diferente daquele que acabou sendo executado no final, e a série poderia ter seguido outros rumos se não fosse a intervenção da Netflix.

    O título planejado a princípio era ‘Montauk’

    Antes de receber o nome definitivo de Stranger Things, a série foi originalmente pensada como Montauk, pois, em vez de se passar na fictícia cidade de Hawkins, a trama aconteceria na região de Montauk, nos arredores de Long Island.

    Além de estar ligada ao cenário do filme Tubarão, a cidade também é famosa por ser o centro de inúmeras teorias da conspiração envolvendo misteriosos experimentos governamentais conhecidos como ‘Projeto Montauk’.

    O tal projeto era uma teoria que afirma que o governo fez experimentos secretos na década de 1980 e envolviam viagens no tempo, controle mental e contato com seres de outro planeta.

    Obviamente, o tal Projeto influenciou no roteiro da série, mas quando os irmãos Dufferdecidiram mudar a história para um local fictício, uma mudança no título acabou sendo obrigatória e assim nasceu Stranger Things.

    Cena de Stranger Things 1 (Reprodução)
    Cena de Stranger Things 1 (Reprodução)

    Stranger Things foi quase uma série antológica

    A princípio, a série foi apresentada como uma antologia, semelhante a American Horror Story, cujos diferentes temas se complementariam, mas se transformariam a cada temporada. A história de Onze, por exemplo, seria contada em uma temporada inteira.

    Os Irmãos Duffer se inspiraram em It – A Coisa, de Stephen King, e pretendiam dar saltos de dez anos no tempo a cada temporada.

    A Netflix, entretanto, não aprovou essa ideia e acreditou mais na possibilidade de fazer uma série com foco contínuo nos personagens apresentados na primeira temporada.

    A plataforma acreditava que os fãs se identificariam e se apaixonariam pelos personagens – e, de fato, acertou.

    Henry (Jamie Bower Campbell) e Onze (Millie Bobby Brown) em Stranger Things
    Henry (Jamie Bower Campbell) e Onze (Millie Bobby Brown) em Stranger Things (Divulgação/ Netflix)

    A princípio, a trama de Stranger Things focaria em adultos

    Antes de ser aceito pela Netflix, o projeto dos Irmãos Duffer foi rejeitado por várias redes (que devem se arrepender até hoje).

    Isso porque, muitos executivos achavam que a série deveria se transformar em um programa infanto-juvenil ou deveria focar em personagens adultos, como Jim Hopper.

    A investigação de um adulto sobre os acontecimentos paranormais na cidade era mais interessante aos olhos dessas redes, mas os criadores não concordaram com isso.

    A Netflix, então, foi a única rede que realmente viu potencial na ideia de contar a história a partir da perspectiva das crianças.

    Uma outra coisa é que Onze teria morrido logo no começo da série, porém, os criadores acharam mais interessante transformá-la na cara da série – o que, mais uma vez, foi um grande acerto.

    Stranger Things está disponível na Netflix.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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