Começando com uma personagem justa e decidida, o público acompanhou Daenerys Targaryen se transformando na Rainha Louca na penúltima temporada de Game of Thrones, o que a levou a morte.

    Contudo, Daenerys tinha muitos motivos para queimar Porto Real sem piedade. Para começar, ela tinha esse desejo desde que Cersei assumiu o trono. Em segundo, a Targaryen sofreu muitas perdas importantes em sua vida ao longo de sua jornada.

    Após uma dura batalha, Daenerys com a ajuda de Drogon venceu a Batalha de Porto Real. Eles aniquilaram a Frota de Ferro de Euron Greyjoy, exterminaram a Companhia Dourada e eliminaram as defesas anti-dragão da cidade. Mesmo depois que os sinos tocaram sinalizando a rendição de Cersei Lannister, Daenerys massacrou a cidade com fogo de seu dragão.

    No início da sétima temporada de Game of Thrones, Daenerys estava mais do que pronta para conquistar Westeros e poderia fazer isso da maneira mais fácil possível.

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    Daenerys (Emilia Clarke) em cena de Game of Thrones (Reprodução / HBO)

    Ela tinha Tyrion como Mão da Rainha, além da lealdade de vários governantes como Lady Olenna Tyrell, Ellaria Sand, Theon e Yara Greyjoy. Como também tinha Missandei como braço direito, e Verme Cinzento que a ajudou a comandar a legião de Imaculados.

    Além disso, ela tinha os Dothraki ao seu lado, bem como três dragões poderosos e crescidos prontos para fazer tudo por sua mãe. Com tudo isso, não haveria como Daenerys perder a guerra contra Cersei. Mas os erros de cálculo de Tyrion a levaram quase à derrota.

    Houve outros fatores também que diminuíram o poder da Mãe dos Dragões. Antes de participar da guerra contra o Rei da Noite, ela havia perdido parte da força militar quando Ellaria e Olenna foram mortas. Além disso, Yara também foi capturada. Na luta contra o Rei da Noite, Daenerys perdeu Viserion que acabou transformado em um dragão de gelo.

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    Em Winterfell, Daenerys perdeu Jorah Mormont enquanto ele a defendia. Em seguida, em uma emboscada na Pedra do Dragão, Euron matou Rhaegal, e em seguida Daenerys viu Missandei ser decapitada na sua frente por ordens de Cersei.

    Daenerys também foi traída por muitos. Com a notícia se espalhando de que Jon Snow era Aegon Targaryen, filho de seu irmão morto Rhaegal, Tyrion de um jeito de reunir os nobres para que Snow reivindicasse o trono em vez da Targaryen.

    No momento em que Daenerys venceu em Porto Real, ela percebeu que, apesar de tudo o que havia perdido, Westeros se recusava a confiar nela ou amar seu novo governante Targaryen, então seu único recurso era fazê-los temê-la.

    Muitos fãs sentem que transformar Daenerys Targaryen na Rainha Louca foi abrupto, forçado e imerecido, e até mesmo uma traição a tudo o que foi construído para ela durante as oito temporadas de Game of Thrones.

    Daenerys ( Emilia Clarke) em Game of Thrones
    Daenerys ( Emilia Clarke) em Game of Thrones (Reprodução / HBO)

    Daenerys foi a única pessoa em Game of Thrones realmente qualificada para governar porque passou anos aprendendo a fazer isso bem. Ela foi a Westeros para “quebrar a corrente” e construir um mundo melhor, mas as ações de seus aliados de Westeros mostraram que eles só queriam preservar seu sistema falho.

    Daenerys resistiu a seus impulsos de sua família e tentou governar com justiça e misericórdia, mas ao mesmo tempo ela mostrou sua capacidade de ser tão cruel quanto é como uma salvadora.

    Com isso, Daenerys não é uma vilã no final das contas, ela é simplesmente um produto da crueldade de Westeros, um espelho, metaforicamente falando, e um lembrete da destruição que se desenrolou durante eras como A Casa do Dragão está mostrando atualmente.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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