A Netflix está preparada para abandonar um hábito que ela mesma criou em seu público: o de disponibilizar os episódios todos de uma vez.

    Um relatório feito por analistas de mercado e divulgado pelo site Puck News afirma que CEO da empresa, Reed Hastings não tem mais certeza se o modelo maratona é o correto para seu streaming num momento que a concorrência pela atenção do público é cada vez mais acirrada.

    Segundo a matéria, sempre que foi sugerido que a Netflix deveria seguir o caminho dos concorrentes, Hastings parecia relutante em abandonar o modelo criado já que a companhia conseguiu capitalizar a ansiedade do usuário em consumir vários episódios de séries de uma vez só.

    Logo da Netflix 2
    Logo da Netflix (Divulgação)

    Acontece que já no início dos anos 2010, a forma de se medir o sucesso das produções audiovisuais mudou consideravelmente, levando em conta o buzz que determinado programa gerava nas redes sociais. E se para a Netflix atualmente os números estão bons, mas não espetaculares, ainda falta fazer com que suas principais atrações se mantenham no topo entre as mais comentadas.

    O que o surgimento de outros serviços de streaming aprenderam rapidamente, é que por mais que parte do público chie nas redes sociais por querer assistir tudo de uma vez, é mais vantajoso controlar o assunto da cultura pop em voga com lançamentos semanais, e é o que tem acontecido com produtos da Marvel, Star Wars, O Senhor dos Anéis, e A Casa do Dragão (que ainda que seja uma série de TV, tem no streaming grande parte de seu público).

    Existem algumas exceções dentro do catálogo da Netflix como Round 6 e Stranger Things, porém, outras grandes produções como The Witcher e Sandman estão sendo enxergadas pelos executivos como um grande desperdício, já que perdem relevância muito rapidamente.

    Will (Noash Schnapp), Jonathan (Charlie Heaton), Nancy (Natalia Dyer), Joyce (Winona Ryder), Onze (Millie Bobby Brown), Hopper (David Harbour) e Mike (Finn Wolfhard) em Stranger Things (Reprodução/Netflix)
    Will (Noash Schnapp), Jonathan (Charlie Heaton), Nancy (Natalia Dyer), Joyce (Winona Ryder), Onze (Millie Bobby Brown), Hopper (David Harbour) e Mike (Finn Wolfhard) em Stranger Things (Reprodução/Netflix)

    A grande discussão no entanto, segundo o já referido veículo ficou em cima de produções que tiveram grande apelo com o público: Stranger Things e a última temporada de Ozark. Tudo porque, acredita-se que se a primeira tivesse sido lançada no modelo semanal, a Netflix dominaria os assuntos mais comentados durante todo o verão norte-americano, e isso para ela se converteria em muito mais dinheiro (além do que ela conseguiu vendendo a marca da série para lançamentos de produtos). Ambas as séries foram divididas em duas partes, mas nenhuma conseguiu deixar lembranças para o público no período entre uma parte e outra.

    Num momento em que os assinantes estão em baixa, a empresa pode sim, exterminar o modelo de maratona que ela mesma construiu.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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