O que o lançamento de Mulher Maravilha no streaming significa para o cinema?

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Mulher Maravilha 1984 (Divulgação/ Warner Bros.)

Na semana passada uma grande notícia abalou o mundo do cinema: Um dos filmes mais aguardados do ano será lançado direto no streaming. Ele é Mulher Maravilha 1984, segunda aventura solo da heroína da DC, que fez um sucesso estrondoso para a Warner Bros. em 2016.

Curiosamente, essa mudança atraiu muitas especulações sobre o cinema como conhecemos estar com os dias contados.

Anteriormente, a Warner tinha batido o pé e lançado Tenet, thriller de ficção científica de Christopher Nolan que teve orçamento de 200 milhões de dólares, e acabou amargando um prejuízo conseguindo apenas 353 milhões, muito longe do que o estúdio esperava em circunstâncias normais.

Muito dessa decisão veio do próprio diretor, que afirmou que o filme precisava de uma experiência na tela grande. Deu ruim!

A Disney jogou e apostou todas as fichas no live action de Mulan diretamente em seu serviço de streaming, o Disney+, mas o filme por lá teria que ser pago à parte, como se fosse equivalente a um ingresso de cinema para toda a família.

Deu certo, e o longa se tornou bastante assistido, o que possivelmente foi um start para a Warner fazer o mesmo com Mulher Maravilha, que chegará no dia 25 de dezembro, e ficará disponível para a compra durante um mês no HBO Max.

Ao mesmo tempo, as redes de cinema nos Estados Unidos exibirão o filme para aqueles que quiserem ter a experiência na tela grande. Em lugares, como no Brasil, onde o serviço ainda não existe, o filme estará somente nos cinemas. Mas o que este lançamento significa para o HBO Max?

O streaming existe há apenas seis meses, mas é alvo de algumas críticas. Seu catálogo, indiscutivelmente o maior e mais abrangente entre os streamings americanos, ficou em segundo plano quando o assunto foi seu preço (US$ 14,99 – o mais caro por lá), e a confusão que o público fez ao ler o nome HBO, e acreditar que a biblioteca de vídeos era composta só pelo canal Premium, quando na verdade abrange todo o conteúdo da HBO, e da Warner Bros.

O número de assinantes ainda é baixo para o que a empresa esperava, e nenhuma série original atingiu ainda o patamar que a Disney atingiu com The Mandalorian, ou a Netflix fez com seus primeiros originais. Mulher Maravilha 1984 pode catapultar esse público, que estava ansioso pelo filme desde o primeiro adiamento em junho.

“Embora estejamos atentos às receitas dos cinemas, nossas expectativas estão claramente ajustadas devido ao COVID-19”, disse Jason Kilar, CEO da WarnerMedia (dona da HBO Max) em entrevista coletiva. “Paralelamente, estaremos prestando muita atenção ao número de famílias e fãs que mergulham na HBO Max, já que certamente prevemos que uma parte dos fãs escolherá desfrutar da Mulher Maravilha 1984 dessa forma no dia da estreia.

Pouco mais de quatro milhões de fãs nos EUA curtiram o primeiro filme da Mulher Maravilha em seu dia de estreia em 2017. É possível que isso aconteça novamente neste Natal com a Mulher Maravilha de 1984 entre os cinemas e a HBO Max? Estamos muito ansiosos para descobrir, fazendo tudo ao nosso alcance para fornecer o poder de escolha aos fãs”.

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.


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