Diretor conta como produziu Sistema Bruto sem incentivo governamental

Gui Pereira também revelou como inseriu tanta propaganda de parceiros no filme

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Uma comédia de ação que levará o público para o universo sertanejo e das corridas de caminhonetes, Sistema Bruto, de Gui Pereira, é um filme que foi produzido totalmente por iniciativa privada, sem nenhum incentivo governamental, e o diretor contou como conseguiu isso.

Pereira conversou recentemente com exclusividade com o E-Pipoca, e falou sobre a produção do longa, que foi feito em sua produtora independente Dodô Filmes e contou que devido a demora da renovação da Lei de Incentivo à Cultura ele precisou buscar outros meios.

“Foram dois elementos que contribuíram para a gente fazer essa produção dessa maneira. Primeiro que foi bem na troca da Lei de Incentivo à Cultura. Que tipo, ficou congelado um tempo, tanto que o projeto tinha sido aprovado, mas eu acho que de 2019 para 2020, a lei não foi renovada. Demorou para ser renovada. Então, ficou um período assim, meio de dúvida, o que fazer?”, ele explicou.

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Ele continuou relembrando como a chegada da pandemia pareceu piorar tudo, até que ele se inspirou na ideia de um cineasta americano, que inseriu propagandas de parceiros nas cenas de seu filme.

“Começou logo depois a pandemia, foi tudo ao mesmo tempo, e aí a gente começou a quebrar a cabeça sobre como que a gente podia viabilizar o projeto .E aí, pelo fato do do projeto do filme se passar durante uma corrida”.

“Me veio na cabeça, aquele filme: ‘A balada de Ricky Bobby’ (Ricky Bobby: A Toda Velocidade) alguma coisa assim, que é com o Will Ferrel, que é do Adam McKay, que eles usaram bastante produt placement por ser uma corrida, eles colocavam nos carros as propagandas”, ele relembrou.

Gian & Giovani durante as filmagens de Sistema Bruto (Divulgação)

Apesar de ter se inspirado no filme de McKay, Pereira melhorou a ideia, inserindo as marcas dos parceiros no enredo do filme para que não ficasse tão na cara que eram propagandas, como normalmente se vê acontecer nos filmes.

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“Aí veio a ideia, a gente, pode brincar com o produt placement de um jeito que fizesse sentido na história. Então, como ia ser uma corrida, ia ter os carros de competição, ia ter a pista, já ia ter propaganda”, ele ele ressaltou.

Depois de elaborar o plano, bastou procurar possíveis parceiros que ajudassem no financiamento da produção do filme.

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“Nós pensamos: ‘vamos falar com algumas empresas que têm a ver com a temática do filme, com o universo que o filme se passa, para ver se a gente consegue financiar o projeto desta maneira, através de produt placement, e foi dando certo”.

“O pessoal gostou da ideia, gostou do filme, e por ser também um filme de censura livre, uma coisa mais família, o pessoal acabou comprando a ideia e aí a gente colocou de forma orgânica na narrativa, esses produtos, as empresas que ajudaram o filme pra não ficar uma coisa assim tão pesada também”, ele salientou.

O lance de inserir produtos de forma natural acabou se tornando tanto uma coisa do filme que até marca falsa teve.

“A gente até brinca com isso na narrativa do filme, criamos algumas marcas que não existem e fizemos também uma piadinha com isso. Então ficou bem legal, não ficou nada forçado na sua cara, tipo do nada eles estão na sala e fala: ‘vamos tomar uma Coca-Cola’. Ficou totalmente orgânico, totalmente livre, no universo que a gente tá acompanhando, fez sentido”, ele garantiu.

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O cineasta terminou o assunto revelando o tempo que o processo de arrecadação de parceiros levou, que apesar de demorado valeu a pena pois eles conseguiram um grande número de empresas.

“Foi assim, foi dando certo, aí o processo todo, acho que demorou mais ou menos um ano para conseguir o orçamento. Foram mais de umas 30 empresas que entraram no projeto. Mas foi um processo”, ele concluiu.

Sistema Bruto ainda não tem uma data de estreia, mas está previsto para ser lançado até o fim do ano.

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