As maiores diferenças entre o live-action e a animação das Winx

Fate: A Saga Winx (Reprodução / Netflix)
Fate: A Saga Winx (Reprodução / Netflix)

Recentemente estreou na Netflix, Fate: A Saga Winx, que adapta o popular desenho animado do Clube das Winx para o live-action.

O novo show pode ser descrito como uma mistura Harry Potter, Avatar: O Último Mestre do Ar e O Mundo Sombrio de Sabrina, onde acompanhamos grupo de Fadas estudando magia na prestigiada Academia Alfea.

A saga Winx se mantém fiel ao desenho original de várias maneiras, mas também faz algumas mudanças importantes no mundo, no tom, na tradição e nos personagens do Winx Club.

1 – A controvérsia do branqueamento

Personagens de Clube das Winx e Fate: A Saga Winx (Divulgação)
Personagens de Clube das Winx e Fate: A Saga Winx (Divulgação)

Antes mesmo de Fate: A Saga Winx ser lançado na Netflix, estava envolvido em uma polêmica em torno de uma diferença em particular do programa original.

Mudanças em  duas personagens principais do desenho animado – Musa, a fada da música e Flora, a fada da natureza – geraram críticas ao branqueamento e à pouca diversidade.

No desenho, Flora, que foi baseada na atriz e cantora Jennifer Lopez, já no live-action foi substituída por uma nova fada da terra branca, Terra.

Flora é mencionada brevemente como prima de Terra, mas ela não aparece na primeira temporada do programa.

Musa, é inspirada na atriz sino-americana Lucy Liu,  no live-action é interpretada pela atriz britânica Elisha Applebaum.

Applebaum não falou publicamente sobre sua origem étnica, e a adição de Terra foi elogiada por muitos por introduzir uma diversidade de peso e positividade corporal tão necessária ao mundo das Winx.

No entanto, as mudanças ainda geraram frustração compreensível dos fãs por excluir algumas das representações raciais elogiadas do desenho animado.

Esperançosamente, se uma segunda temporada de Fate acontecer, Flora pode fazer um retorno adequado e o elenco pode começar a se parecer melhor com o que os fãs das Winx conhecem.

2 – Outras mudanças em personagens

A série fez algumas outras mudanças notáveis ​​nos personagens originais do desenho animado.

Riven não é tão vilã no desenho animado, por exemplo, e Stella não foi escrita como uma intrusa nas Winx.

A diretora Farrah Dowling é baseada na diretora Faragonda do desenho animado, e os pais adotivos de Bloom, Mike e Vanessa, são os mesmos em ambos os programas.

A maioria dos outros personagens de A Saga Winx são novos. Silva, Rosalind, Dane, Beatrix, Sam e o resto do elenco de apoio foram adicionados para dar corpo ao novo mundo de Winx, substituindo personagens de desenhos animados como Tecna, Roxy, Brandon, Timmy e Helia.

Algumas das histórias de fundo e personalidades dos personagens também foram alteradas. Bloom é uma princesa fada, que foi colocada com uma família humana depois que seu planeta foi destruído.

Essa história é muito parecida com a de Fate, mas sem a parte da realeza (pelo que os telespectadores sabem) ou conexão com Alfea.

Bloom e Sky são interesses amorosos no desenho animado (e eventualmente ficam noivos), mas muitos dos outros relacionamentos dos personagens em Fate são novos.

Riven e Musa namoram no Clube das Winx, por exemplo, e Stella não é tão cruel com todos e não tem uma mãe emocionalmente abusiva.

O imenso poder de Bloom vindo da antiga Chama do Dragão é o mesmo em ambas as séries, mas resta saber se a mitologia em Fate será nova ou a mesma do desenho animado.

3 – Fate: A Saga Winx é muito mais sombria que o Clube das Winx

Cena de Fate: A Saga Winx (Reprodução / Netflix)
Cena de Fate: A Saga Winx (Reprodução / Netflix)

O Clube das Winx era voltado para crianças pré-púberes, com sua última temporada voltada para crianças em idade pré-escolar.

Ocasionalmente, havia histórias mais emocionalmente intensas, mas nada de qualquer magnitude emocional grave.

Fate: A Saga Winx, por outro lado, é voltado para um público adolescente / jovem adulto mais velho.

Existe xingamento, bebida, drogas e sexo, e muitas outras coisas tidas como comuns na adolescências; e há pessoas também brutalmente assassinadas.

Há um efeito Riverdale que deixam as histórias adolescentes pesadas em vez deixá-las mais leves.

4 – Os vilões de Fate são muito diferentes do Clube das Winx

A principal ameaça em Fate: A Saga Winx são os misteriosos Queimados – criaturas semelhantes a zumbis de carne dura e carbonizada que deixam infecções mortais quando atacam seus inimigos.

Os enredos do Clube das Winx se concentraram em vilões de desenho animado – geralmente um por temporada – que as Fadas teriam que derrotar para salvar a Dimensão Mágica.

Esses vilões incluíam bruxas, monstros e antigas entidades das trevas, mas nada como o que é visto em Fate.

Beatrix parece ter se inspirado no trio malvado de bruxas do desenho animado chamado Trix, e os Queimados podem estar ligados ao vilão principal do Clube das Winx, Lord Darkar, mas não há evidências de que essas conexões sejam outra coisa senão semelhanças.

Rosalind parece ser a principal antagonista do que está por vir e ela também é uma nova adição ao programa da Netflix.

Até que mais seja revelado sobre o passado de Bloom e a versão de Fate da Chama do Dragão, os conflitos dos dois programas provavelmente permanecerão bem diferentes.

5 – O mundo das fadas do live-action é muito diferente do desenho animado

Cena de Fate: A Saga Winx (Reprodução / Netflix)
Cena de Fate: A Saga Winx (Reprodução / Netflix)

No Clube das Winx, Alfea existe na Dimensão Mágica, uma de várias dessas dimensões. A Dimensão Mágica é composta de vários planetas e reinos – como o planeta Domino, do qual Bloom é a princesa.

Este vasto mundo está conectado por várias energias mágicas e um mar sem fim, mas a geografia real nunca é tão importante.

Em Fate: A Saga Winx muda a Dimensão Mágica para o Outro Mundo, que é um espelho do “primeiro mundo” ou Terra.

Em vez de um universo extenso de planetas diferentes, o Outro Mundo parece ser um planeta composto de sete reinos, que parecem funcionar mais como países.

As pessoas dirigem carros e a geografia geral do mundo parece congruente com o mundo real.

A versão da Netflix também faz algumas alterações na própria Alfea. No Clube das Winx, Alfea era apenas uma escola para fadas, e os especialistas treinavam em uma academia separada, mas próxima, chamada Red Fountain School.

O desenho também torna uma divisão de gênero mais rígida com as mulheres na escola de fadas e os homens na escola de especialistas.

Em Fate: A Saga Winx, parece que qualquer gênero pode exercer magia Fada e qualquer um pode treinar como um Especialista.

6 – A Saga Winx muda a magia das fadas do Clube da Winx

Por fim, Fate: A Saga Winx também faz algumas mudanças notáveis ​​em como a magia das fadas funciona.

No Clube das Winx, a magia não se limita a um dos cinco elementos principais. Em vez disso, cada fada tem um conjunto único de habilidades vinculadas às suas próprias emoções e personalidade.

Musa é a fada da música no desenho animado, por exemplo, não uma fada da mente. Flora é a fada da natureza, não da terra, e assim por diante.

Essa ideia ainda se manifesta na série Netflix um pouco, já que diferentes Fadas parecem exercer seus respectivos poderes de maneiras diferentes.

Terra tem magia de terra que permite que ela controle as plantas, enquanto a magia de terra de seu irmão Sam permite que ele atravesse paredes.

O desaparecimento da magia transformadora e, portanto, das asas de fada, também é uma novidade no programa da Netflix.

No Clube das Winx, cada fada tinha asas e podia voar, como Bloom eventualmente consegue fazer no final da primeira temporada de Fate.

Claro, parece provável que todos os personagens principais irão eventualmente ganhar suas asas se o show continuar.

Por enquanto, no entanto, Fate: A Saga Winx continua muito diferente do Clube das Winx nesse e em muitos outros aspectos.

Fonte: Screen Rant


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